Tabagismo
Um hábito maligno que ataca mais de um terço da população brasileira
O ato de fumar, seja por meio de inalação (cigarro, charuto e cachimbo), aspiração (rapé) ou mastigação (fumo de rolo) faz com que o organismo absorva cerca de 4.700 substâncias tóxicas, entre elas a nicotina, que provoca dependência química.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil vítimas de doenças causadas pelo cigarro. De acordo com os estudos realizados, o consumo de derivados do tabaco pode causar mais de 50 doenças diferentes. Entre elas estão o câncer de pulmão e doenças cardiovasculares como enfisema e bronquite, além de ser a principal causa de doenças cardíacas e derrame cerebral.
Segundo as estatísticas do INCA (Instituto Nacional do Câncer), um terço da população brasileira fuma, sendo a maioria homens e pessoas localizadas em grandes capitais e centros urbanos, nas regiões sul e sudeste.
Além de todos os males causados pelo fumo, outro alerta importante diz respeito aos riscos de fumar durante a gravidez. A gestante que fuma também está levando substâncias tóxicas para o bebê, colocando em risco a saúde de seu filho. Além disso, a grávida fumante tem mais chances de apresentar complicações durante a gestação, ter parto prematuro e de ter um bebê de baixo peso.
Incentivo
Desde 1996, o ministério da justiça começou a intensificar a perseguição com relação ao fumo. Primeiro foi a restrição em repartições públicas, hospitais e salas de aula. Depois, sugeriu a criação de fumódromos e restrição do fumo em aeronaves e transportes coletivos.
Logo em 2000, ficou proibido também a comercialização via internet, postal, por amostra ou brinde e restringindo a propaganda por meio de pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos locais de venda bem como o patrocínio de eventos esportivos.
Já em 2003, o governo obrigou os fabricantes publicarem advertências sobre os malefícios do cigarro e passou a ampliar a atenção e tratamento ao tabagismo no Sistema Único de Saúde
Pare de fumar
Por conta desta sucessão de leis e normas, os fumantes estão cada vez mais encurralados. Hoje em dia, a dependência ao tabaco pode ser inclusive processo seletivo na hora de conquistar um emprego. Alguns medicamentos e métodos estão sendo lançados no mercado. Veja os mais comuns:
Piteiras e filtros: limita a inalação do alcatrão do cigarro, mas não evita a entrada da nicotina, substância causadora da dependência.
Bochechos à base de "nitrato de prata": alteram o gosto do cigarro, mas são consideradas substâncias cancerígenas. Outros produtos provenientes de substâncias "naturais" (Fumenol, Nicotinol) tornam desagradável o gosto da fumaça do cigarro.
Cigarros de baixos teores: diminuem a entrada de nicotina e alcatrão, porém a pessoa acaba fumando um número maior de cigarros por dia.
Acupuntura tradicional: por meio de aplicações semanais de agulhas, o tratamento dura de 4 a 6 semanas.
Gomas de mascar, pastilhas, comprimidos sublinguais ou spray nasal: eliminam a inalação do alcatrão e supre a necessidade de nicotina do organismo.
Instituições hospitalares: acompanhamento com médicos, psicoterapeutas, nutricionistas e sociólogos utilizando antidepressivo e adesivos de nicotina.
Ponto cirúrgico - técnica introduzida no Brasil em que consiste um único pequeno ponto cirúrgico que permanece por um mês em uma das orelhas.
Método auricular: diferente da acupuntura, o efeito é imediato, eliminando a necessidade física do organismo em relação a nicotina e as reações da síndrome de abstinência.